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24 de Março de 2017

Cinema do Instituto Moreira Sales, no Rio de Janeiro, faz retrospectiva com filmes do diretor português João Pedro Rodrigues


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Em conjunto com o lançamento do filme O ornitólogo (Portugal, França, Brasil, 2016), no dia 30 de março, o cinema do IMS-RJ realizará a maior retrospectiva de João Pedro Rodrigues (1966) já feita no Brasil, incluindo projeções em 35 mm dos filmes O fantasma, Parabéns!, Morrer como um homem e Odete, além de curtas-metragens, como China China, Manhã de Santo António e Alvorada vermelha. No sábado, 8 de abril, às 16h30, após a sessão de O ornitólogo, Kleber Mendonça Filho conversa com o diretor e João Rui Guerra da Mata. A mostra tem parceria da Vitrine Filmes e apoio cultural da Embaixada de Portugal no Brasil e do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua.

João Pedro Rodrigues começou seus estudos em biologia para se tornar ornitólogo, profissional dedicado à observação de aves, mas desistiu para cursar cinema, formando-se na Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa. Sua filmografia tem como característica explorar o desejo humano em todas as suas aparências e disfarces, e percorre desde os gêneros clássicos até o cinema documental e experimental. O realizador iniciou sua carreira na década de 1990 e ganhou reconhecimento na Europa com a ficção O fantasma (Portugal, 2000). A obra, que será exibida na retrospectiva, foi selecionada para o Festival de Veneza daquele ano.

Outro destaque da mostra é o filme Odete (Portugal, 2005), menção honrosa no Festival de Cannes de 2005. Como grande parte da produção de João Pedro Rodrigues, o filme destaca-se por incidir no tema da homossexualidade e por possuir um estilo acentuadamente melodramático. Para Juliano Gomes – crítico da revista Cinética –, “a força de Odete está ligada a uma circularidade trágica, a um trajeto de retorno, do desejo das pulsões, das questões primárias da existência humana, e a esta dimensão da dança entre estes polos. O ‘melo’, de ‘melodrama’, é justamente a música, que é o motor desse jogo das transições entre os estados dos personagens e entre o regime do filme (realista e fantástico).”

A carreira do diretor português é marcada por colaborações com seu companheiro de vida e criação artística João Rui Guerra da Mata, que são caracterizadas por uma série de filmes asiáticos que salientam o reencontro de Guerra com Macau, cidade onde passou a infância. Os curta-metragens Alvorada vermelha, Macau, China China, Mahjong e Iec Long, com direção de Rodrigues e Guerra serão exibidos ao longo da retrospectiva. A programação inclui também a obra O que arde cura, de João Rui Guerra da Mata, que conta com a atuação de João Pedro Rodrigues.

O ornitólogo é o quinto longa-metragem de Rodrigues e ganhou o prêmio de Melhor Diretor no Festival Internacional de Cinema de Locarno de 2016. O filme, que está sendo lançado no Brasil como parte da Sessão Vitrine Petrobras, conta a história de Fernando (Paul Hamy), um ornitólogo de 40 anos que decide viajar pelo curso de um rio a bordo de um caiaque, em busca de uma rara espécie de cegonhas-pretas. Ele acaba sofrendo um acidente e é socorrido por duas jovens chinesas, que o amarram com medo de que ele as abandone naquele lugar isolado. Fernando consegue fugir e dá início a um caminho sem volta pela floresta.

 

 

Vinheta: https://vimeo.com/207514105/3bd6e36231 

 

Serviço

Instituto Moreira Salles

Rua Marquês de São Vicente, 476

Gávea – Rio de Janeiro – RJ

21 3284 7400

Mais informações em: ims.com.br

 

Informações para a imprensa IMS

Bárbara Giacomet de Aguiar – (11) 3371-4490

barbara.aguiar@ims.com.br

Bianca Kirklewski– (11) 3371-4424

comunicacao@ims.com.br 

 
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