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05 de Junho de 2013

OBRANOME III - Poesia visual em exposição no Mosteiro de Alcobaça

Com curadoria de Wagner Barja, Director do Museu Nacional da Republica (Brasília), a mostra apresenta obras de 66 artistas e encerra a programação do Ano do Brasil em Portugal

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Para encerrar o Ano do Brasil em Portugal, sessenta e seis artistas brasileiros,entre poetas, artistas plásticos, designers e acadêmicos reúnem-se a partir de 9 de junho em torno da palavra, e também da sua ausência, na exposição de poesia visual OBRANOME III, que ocupa o Mosteiro de Alcobaça, a 90 quilômetros de Lisboa.
Os visitantes vão conferir diversas tendências da poesia visual, como caligrama, poesia-objeto, poema-processo, vídeo-poesia,poesia-concreta, poesia gráfica, instalações poéticas, as diferenças entre língua e idioma. Numa mostra de poesia visual, é possível assimilar conceitos, ideias e procedimentos presentes naarte contemporânea e, nesse conjunto de linguagens integrantes do universo das artes visuais, perceber outras expressões que fazem fronteira com elas.

A exposição apresenta uma pitada de historicidade e uma explosão de atualidade no contexto da poesia visual contemporânea. Da caneta e papel à inclusão das novas tecnologias, a palavra escrita integra a essência criativa de todos os trabalhos. Imersas em outras linguagens ou transmutadas em estilhaços de linguagem, elas, as palavras, deixam resquícios e marcas de sua existência.

“Há um sabor antropofágico e de retorno às origens ao atravessarmos o Atlântico com a terceira exposição OBRANOME – Antologia da Poesia Visual Brasileira. Reescrever essa mostra no Mosteiro de Alcobaça, uma construção gótica de 1145, justamente onde se desenvolveram, em Portugal, os primeiros estudos da Lógica, do Latim e do Português, torna-separa esse projeto de exposição um inédito encontro com um passado desconhecido”, afirma Wagner Barja, curador da exposição e diretor do Museu Nacional de Brasília.

OBRANOME III resgata a ideia do poema-objeto e instiga várias possibilidades de comunicação entre a obra e o público. São artistas que apostaram em outros significados para utilização das palavras,abandonando a sintaxe convencional. Há os que partem das palavras e os que chegam até ela; a palavra – visual, sonora ou tátil. Os movimentos dos signos, significados e significantes estão no cerne da criação. A passagem da palavra à imagem, da imagem convertida em poesia, da imagem que se transmuta em objeto e do objeto em palavras. O ir e vir das linguagens, que se fundem e se separam nos canais da racionalidade e da intuição.

“Ao apresentarmos a língua portuguesa transposta em significados de diversificadas linguagens visuais contemporâneas, por ocasião do Ano do Brasil em Portugal e, ainda num contexto político-cultural deste momento de recente acordo idiomático entre nações, torna-se ainda mais emblemático e evidente o apelo que há no gênero da arte da poesia visual. Essa outra espécie de semântica, que faz convergir à palavra a sonoridade e a imagem, vem imprimir originalidade e experimentação estética ao evento que busca aproximar culturalmente os dois países irmãos”, ressalta Wagner Barja.

Artistas - Adriana Cascaes, Adriana Maciel, Al-Chaer, Alexandre Dacosta, Alexandre Rangel, Ana Hatherly, André Santangelo, André Vallias, André Ventorim, Anna Bella Geiger, Anna Braga, Antonio Miranda, Armando Queiroz, Arnaldo Antunes, Augusto de Campos, Bené Fonteneles, Carlos Café, Carppio de Moraes, Célia Matsunaga, Cézar Oiticica Filho, Cirilo Quartim, Corpos Informáticos, Domingos Guimaraens, Elisa de Magalhães, Elyeser Szturm, Evandro Salles, Felipe Barbosa, Fernando Aguiar, Fernando Madeira, Francisco K, Gê Orthof, Geraldo Zamproni, Grupo Entreaberto, Helio Oiticica, Julio Plaza, Leopoldo Wolf, Lia do Rio, Luiz Alphonsus de Guimaraens, Marcelo Sahea, Marcio Zardo, Miguel Ferrerine, Milton Marques, Nanche Las Casas, Neuton Chagas, Luiz Oliviéri, Paulo Bruscky, Pedro Xisto, Ralph Gehre, Renato Matos, Resa, Roberta Imbiriba, Rodrigo Paglieri, Roland Campos, Ronald Duarte, Rosana Ricalde, Rubens Jardim, Sidney Azevedo, Silvio Zamboni, Siron Franco, Suely Farhi, Suyan de Mattos, Tino Vello, TT Catalão, Waltércio Caldas, Wlademir Dias-Pino, Xico Chaves.

Sobre o monumento - O Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, também conhecido como Real Abadia de Santa Maria de Alcobaça ou mais simplesmente como Mosteiro de Alcobaça, é a primeira obra plenamente gótica erguida em solo português. Sua construção começou em 1178 pelos monges de Cister. Está classificado como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO e como Monumento Nacional, desde 1910. Em 7 de Julho de 2007 foi eleito como uma das sete maravilhas de Portugal.

Serviço:

OBRANOME III

Data: De 9 de junho a 31 de julho
Horário: Diariamente, das 11h às 13h e das 14h às 18h30
Local: Galeria de Exposições Temporárias do Mosteiro de Alcobaça ( Portugal)
Endereço: Mosteiro de Alcobaça, 2460-018 - Alcobaça, Portugal

 
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